quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Máfia estatal quer acabar com a isenção de IR das LCAs/LCIs

Olá investidores,

Vocês, com certeza, já devem ter lido notícias a respeito do título dessa postagem desde o começo do mês... Mas, para quem está desatualizado, lá vai um resumo. O governo, "bonzinho" como sempre, extremamente preocupado em garantir o nosso bem estar, está pensando em acabar com a isenção do imposto de renda das letras citadas.

Entre os principais investimentos de renda fixa, elas são dos poucos que não são tributados, ao contrário dos CDBs, Debêntures, Fundos, Tesouro Direto, etc. Porém, contudo, todavia, mesmo tributando praticamente TUDO do mercado financeiro, esse governo desgraçado não dá-se por satisfeito, afinal, é preciso manter as mordomias das castas judiciária e política.

Leiam a matéria do Estadão logo abaixo para entender melhor.

Fim da isenção de IR tira atratividade da LCI e da LCA

As Letras de Crédito do Agronegócio e Imobiliário (LCA e LCI, respectivamente) viveram seus tempos de glória há dois anos, quando os setores imobiliário e agrícola tinham sede de financiamento. Mas de lá para cá, com a queda no ritmo da economia, o único pilar que ainda sustenta esse tipo de investimento é a isenção de Imposto de Renda – que o governo, porém, estuda retirar. Para especialistas, o fim do incentivo tributário a esses papéis abriria espaço para outras opções mais arrojadas em renda fixa, como Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e as debêntures incentivadas.

A história é antiga: em 2015, o então ministro da Fazenda Joaquim Levy deu o pontapé inicial nas discussões sobre a revisão da tributação desses e de outros investimentos, para evitar que o investidor operasse em mercados distintos e ganhasse na diferença de tributação – mas o assunto morreu. Ressuscitou agora com a equipe econômica de Michel Temer, como alternativa para aumentar a arrecadação do governo para 2018, diante de um quadro fiscal cada vez mais deteriorado.

As LCIs e LCAs são papéis de renda fixa que têm rentabilidade atrelada ao CDI e são cobertas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) – que cobre até R$ 250 mil por CPF e instituição bancária. Mesmo com a escassez desses títulos pelo aprofundamento da crise econômica, atrelado a mudanças regulatórias nas LCAs, o investidor ainda pode encontrar algumas opções sobretudo por meio de corretoras independentes, que distribuem títulos de diversos emissores.

Comparação

Além de ficar acima da poupança em rentabilidade, as letras ganham de alguns CDBs e também alguns títulos de renda fixa mais conservadores, uma vez que a incidência do Imposto de Renda é regressiva: 22,5% para aplicações com prazo de até seis meses; 20% para aplicações de seis meses a um ano; 17,5% para aplicações de um a dois anos e 15% para aplicações com prazo superior a dois anos. Para quem gosta desses investimentos, André Bona, do Blog de Valor, aconselha olhar para o prazo e para a rentabilidade final. Por exemplo, uma LCA ou LCI pós-fixada com rendimento de 85% do CDI ao ano, caso o vencimento seja superior a dois anos, equivale ao rendimento bruto de 99% do CDI ao ano. Ou seja, a partir de dois anos, uma LCI ou LCA é melhor do que qualquer CDB abaixo de 99% do CDI.

Para o gerente de Home Broker da Socopa, Rogério Manente, “a onda das LCIs e LCAs já acabou”. Esse momento foi logo depois da debandada do investidor da poupança para o Tesouro. Agora, ele acredita que o investidor está na “terceira onda dos investimentos”, a dos CRIs, CRAs e debêntures incentivadas, do setor de infraestrutura, que também são isentas de IR.

Ele acredita que, pelo volume de emissões, as debêntures são um destino provável dos recursos das LCIs e LCAs. Os CRAs também não ficam atrás. Recentemente, a Copersucar e Fibria lançaram CRAs com remunerações previstas em até 103% e 99% do CDI, respectivamente.

Risco

Sergio Bessa, professor dos MBAs da Fundação Getúlio Vargas (FGV), acredita que, em meio às incertezas do cenário econômico e político, o investidor não irá substituir esses papéis, caso percam sua vantagem competitiva, por títulos que envolvem mais risco. “Neste momento, o País está muito inseguro para as pessoas investirem em ativos sem garantia do FGC”, diz. “Uma coisa é ter apetite por risco em termos de renda variável, como no mercado de ações, agora outra coisa é levar um calote de uma empresa”, diz.

Segundo ele, para os mais conservadores, esse lugar pode ser ocupado por fu multimercado, que têm crescido nas carteiras dos brasileiros, e por CDBs de longo prazo, que costumam ter rentabilidades maiores. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Vocês prestaram atenção na parte que eu destaquei em vermelho? Pois é, desde 2015 os "jênios" com j mesmo, do governo, pensam em fazer isso, contudo, dessa vez eu estou achando que vai acontecer. A situação fiscal é muito, muito, muito, muito, muito, grave.

Em resumo?

ACABOU O DINHEIRO!

É isso, e ponto final. Na verdade, não existe ajuste fiscal. As despesas estão aumentando exponencialmente, enquanto as receitas estão estagnadas. Portanto, mais uma vez, nós vamos pagar essa conta...

Eu, particularmente, tenho dinheiro em LCI no momento, e já tive em LCA. Caso essa mudança realmente ocorra, vou precisar pensar em uma alternativa, afinal, eu não coloco meu dinheiro em nada que tenha imposto.

E você, tem LCA/LCI? O que pretende fazer nessa situação?

Abraços a todos!

18 comentários:

  1. Olá investidor livre,uma vergonha mesmo. O governo só quer sugar de todas as formas. O futuro é nebuloso.
    Parab5ens pelo blog.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. RP,

      É mais do que vergonhoso, é simplesmente asqueroso!

      Esse governo do Drácula é nojento, e o cabeça de ovo do Meirelles é um Joaquim Levy 2.0. Simplesmente lamentável...

      Obrigado pelo apoio!

      Abraços.

      Excluir
  2. Pau na ptzada, povo medíocre e comunista!!

    Pau no PMDB, medíocre e podre!!!
    "Está povo besta meu Deus"Carlos Drumond de Andrade.

    IL3, os pangaré detonam o dinheiro público e querem passaram a conta para o povo.

    Abraço
    Bagual

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Bagual,

      Perfeito meu caro!

      E o povo, medíocre como sempre, vai aceitar mais essa. O que não pode é mexerem na tríade sagrada cerveja, futebol, e mulher! De resto, vale tudo.

      Abraços!

      Excluir
  3. IL

    Fácil : CDB pagando > 112%

    É nisso o meu foco atual de RF, além de CRAs e debêntures incentivadas

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Fala Guardião,

      O problema do CDB é que tem IR, e eu não quero colocar um centavo do meu patrimônio em investimentos que sustentam o governo.

      As debêntures incentivadas estão no meu radar, podem ser uma boa opção sim.

      Abraços!

      Excluir
  4. Nojo desses lixos.
    Não sei se vai acontecer.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. CF,

      Sim my friend, é nojento mesmo!

      Dessa vez eu acho que vai acontecer, afinal, o governo está quebrado. Hoje mesmo, por exemplo, devem anunciar o aumento do rombo para 2017.

      Abraços!

      Excluir
  5. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. PN,

      Discordo FRONTALMENTE do seu posicionamento! Você quer pagar um bilhão em impostos??? Eu não quero pagar nem um centavo, rs.

      Veja o nome da palavra, I-M-P-O-S-T-O, ou seja, é uma coisa que é IMPOSTA, logo, CONTRA a nossa vontade!

      Pagar imposto em países desenvolvidos, como nos EUA, é "aceitável", afinal, você pode ver o retorno bem diante dos seus olhos. Agora aqui na Banânia? É ultrajante!

      De toda forma, fica registrada a sua opinião.

      Abraços!

      Excluir
  6. IL3,

    Nosso governo é indiscutível. Cada vez mais migro para os investimentos no exterior deixando aqui somente o necessário.

    Abraço!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. BPM,

      É a melhor coisa que você faz!

      A segunda melhor é pegar um avião rumo ao primeiro mundo.

      Abraços!

      Excluir
  7. Olá IL3,

    Só te falo uma coisa, longe do Brasil está cheio de investimento tax-free.

    Basta saber usar.

    Abçs!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. II,

      Verdade, no exterior existem boas alternativas para quem quer fugir das garras do leão. O jeito é pesquisar, e tomar atitudes para não ter que sustentar a máfia estatal.

      Abraços!

      Excluir
  8. Olá LIVR3, Artigo bem informativo,

    Existe uma previsão de quando essa tributação entrará em vigor ? Será a mesma dos CDB's e TD ?

    Também há boatos sobre a tributação dos FII's, sabe alguma coisa a respeito ?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. TP,

      Valeu!

      Então, por enquanto são apenas discussões, mas se for acontecer mesmo, teremos novidades em breve, afinal, o governo quer que isso valha já para 2018.

      Sobre os FIIs, é a mesma coisa, eles estão discutindo, e precisamos ficar acompanhando para descobrir eventuais mudanças.

      Abraços!

      Excluir
  9. E investindo no exterior, como faria para usufruir do capital? Teria que repatriar e pagar outras taxas?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Anônimo,

      Por enquanto eu não estou preocupado com isso...

      Até porque como eu pretendo imigrar para os EUA em um futuro próximo, depois eu vejo com calma como fazer para movimentar esse capital.

      Abraços!

      Excluir