quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Minha visão sobre Valuation

Olá investidores,

Depois de um longo debate, que ainda está acontecendo, no blog do Dimarcinho, resolvi colocar no meu espaço a minha opinião sobre o tão falado e famoso "preço Justo" de uma ação. A grande verdade, para mim, é que precificação é prever o futuro. E pior, muito pior, é uma coisa EXTREMAMENTE complexa. Não é fazendo meia dúzia de contas e olhando indicadores como P/L e VPA que você vai saber se uma ação está supostamente cara e barata. Leia bem, eu ainda escrevi supostamente, porque isso não garante nada!

E se um meteoro cair na Terra amanhã? E se o pré-sal da Petrobras for um fiasco? E se for um sucesso? E se a Dilma ganhar a eleição? E se perder? Perceberam como essas questões são absolutamente impossíveis de serem respondidas? É exatamente isso, elas NÃO tem resposta. Sou adepto do método Bastter. Comprar todo mês, devagar e sempre, na alta e na baixa, enquanto a empresa for boa. Deixa essa história de valuation para lá, foca em trabalhar, poupar mais e enriquecer mais rápido.

Muita gente não compra ABEV3 porque diz que a mesma está cara. Você acha mesmo que uma empresa com dados fantásticos como ela ia custar quanto? O mesmo preço de um lixo como OGXP3? Seja sócio de empresas que tenham lucros consistentes e permaneça sócio enquanto a empresa for boa. Ela ficou ruim? Saia o quanto antes e coloque seu capital em uma empresa boa. O que é bom custa caro. Ou no Mercado tem algum trouxa? Ou as empresas X valem centavos porque o Mercado inteiro está errado e elas deveriam valer centenas de reais? Francamente viu...

10 comentários:

  1. Falou, falou e não disse nada

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  2. Releia o texto.

    Valuation para mim é prever o futuro.

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  3. "Comprar todo mês, devagar e sempre, na alta e na baixa, enquanto a empresa for boa."

    Quais são seus critérios para considerar que a empresa passou de boa para ruim? Vai vender? Ou aguardar uma melhora?

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    1. Fala Marcinho,

      O meu critério são a queda dos lucros. Se no LP a cotação sempre segue o lucro, não posso permanecer com uma empresa que seu lucro cai ano a ano. Por isso que, anualmente, vou analisar o seu balanço e verificar se o lucro melhorou, estagnou ou piorou. Lembrando sempre que cada empresa tem suas características. Um ano ruim já é motivo para deixar a empresa de quarentena. Se no próximo ano ela não melhorar, e sim piorar, é bem provável que eu encerre minha posição.

      Outra coisa, desculpe se soei grosseiro no seu blog, respeito muito você, acho que seus estudos são de grande valia para a blogosfera financeira. É que realmente eu acho que ao nos prendermos em um suposto preço justo deixamos de aproveitar boas oportunidades na Bolsa.

      Abração!

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    2. Tranquilo.

      Mas o a sua explicação ainda está um pouco no ar.

      Então 2 anos seguidos de queda de lucros tu vende? Mesmo que caia pouco, tipo 3% num e 2% no outro?

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    3. Então, como eu disse antes, depende de cada empresa.

      Empresas de dividendos tendem a não crescer tanto, afinal, elas distribuem todo o lucro. Então, o desejável é que o lucro cresça SEMPRE, mas nesse caso, se ele não crescer, mas se manter na mesma faixa, ok.

      Agora empresas de CRESCIMENTO, como o próprio nome diz, o lucro obrigatoriamente tem que crescer. Mas a minha regra geral é que um ano ruim a empresa vai pra quarentena e dois anos ruins eu pulo fora. E como diz o Bastter, piorar é diferente de ficar ruim. CIEL3, por ex, pode piorar muito que ainda assim vai ser uma empresa boa.

      Mas nada deve ser a ferro e fogo. Tudo sempre planejado e com bom senso.

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    4. Ano - Lucro Ambev
      2001 - 785 --> compra
      2002 - 1510 --> compra
      2003 - 1412 --> quarentena
      2004 - 1162 --> venda

      Os lucros caíram 23% em dois anos (duas quedas consecutivas), mesmo com a receita quase quadruplicando em 2004. Pelos seus critérios você teria vendido a Ambev perto do fundo, logo após sair o relatório 4T04.

      Posso puxar outros exemplos se quiser.

      Apenas um exemplo de como é bom ter critérios bem definidos. "Quando a empresa ficar ruim" é muito vago, acredite.

      E, como vc mesmo acredita que o preço que vale é o preço da pedra, quando a empresa já estiver mal, o mercado já vai ter precificado isso e a cotação e dividendos estarão lá embaixo.

      obs - quem é o babaca: o cara que xinga e não acrescenta nada ou um cara que vem aqui pra ti mostrar com dados reais que os métodos não são milagrosos como pintam por aí?

      []s!

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    5. Anônimo:

      Peço, por favor, que respeite os visitantes do meu blog. Todos são bem-vindos aqui, desde que haja um ambiente de respeito e sem troca de farpas.

      dimarcinho:

      Pois é cara. Pelos meus critérios, realmente, eu sairia da Ambev. Você citou a receita, mas eu costumo falar que receita por si só não diz nada, e me preocupo muito mais com os custos. Quem está melhor? Uma pessoa que ganha 50k por mês e tem 60k de despesas ou uma que ganha 25k por mês e tem 20k de despesas? Sobre a queda dos lucros, o grande problema é que voltamos para a questão do futuro.

      A partir de 2005, a Ambev teve um crescimento formidável, fantástico. Quem permaneceu nela e aportou mais, mesmo com não somente o lucro, mas com a margem e ROE também ladeira abaixo, teve um retorno extraordinário. Por outro lado, nessa situação "hipotética", eu poderia muito bem sair em 2004 e retornar em 2005, quando a empresa voltou a melhorar.

      Então eu acho que é tudo bom senso. Não existe uma regra definida. É óbvio que você tem que acompanhar os balanços, mas mais do que isso, é necessário ter feeling. É normal perder, você não acerta todas na Bolsa. Se a AMBEV representasse no máximo 10% do meu capital na minha carteira, às vezes essa queda nem seria sentida, sendo compensada pelas outras empresas.

      E relaxa, eu já dei uma bronca no anônimo e inclusive apaguei o post dele, pois não quero que isso aqui vire um antro de trolls e desocupados. A propósito, quais são os seus critérios de saída? Agora fiquei curioso, rs.

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    6. Marcinho, todo dia nasce um malandro que se faz de mané e um mané que se faz de malandro. Um dia eles se encontram e fecham negócio!

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    7. hahahaha, o mantra da economia! rs

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